
O Coquetel de Abertura será em 16 de outubro, terça-feira, às 18 horas.
A exposição poderá ser visitada até 4 de novembro.
Rua General Osório, 725. Pelotas/RS – Brasil
Horário de Visitação: de terças a domingos, das 10:00hàs 19:00 horas.


Entre os artistas selecionados pelo Malg, está Stela Terra, que irá expor também no dia 5 de setembro, quarta-feira, juntamente com Alexandre Lettnin e Letícia Costa Gomes.
"Através do uso da técnica da xilogravura, com sua economia de meios, encontrei a possibilidade de reorganizar as imagens que tenho “recolhido” do plano real. Trata-se de fragmentos visuais, impregnados em minha alma pela estética da cidade, que vou “colecionando” e gravando em pedaços de madeira, para logo serem re-organizados no ato da impressão - momento em que utilizo a repetição, a justaposição e o rebatimento de matrizes como elemento fundamental para a elaboração das imagens - acrescentando um novo conceito para cada obra. A característica natural de maleabilidade da madeira e a organicidade presente em seus veios também justifica a minha preferência pela técnica xilográfica que, me põe a procura dos diversos tipos de material a serem aproveitados em virtude das marcas que estes deixarão impressas no papel. Por este proceder acabo me aproximando daquilo que Claude Lévi-Strauss chamava de ciência do bricolage, “é sabido que o artista tem, ao mesmo tempo, algo do cientista e do bricoleur : com meios artesanais, ele elabora um objeto material que é também um objeto de conhecimento”. O manuseio com os materiais me ajuda a pensar, cada pedaço de tábua conta uma história através de suas ranhuras o que, somado à observação cuidadosa do meu entorno, me permitem a partir do mundo sensível, agir no mundo das idéias."Alexandre Lettnin

Visitar o blog da Letícia Costa Gomes


O MALG e a SaMALG tem o prazer de convidar para a exposição dos Artistas Selecionados pelo Edital 2007, Rodrigo Castro de Jesus e Helene Sacco. Nesta instalação, Dias Azuis, proponho uma retomada de pequenos acontecimentos do passado recente, revisitados a partir da experiência da cor.
A cor como referencia para voltar no tempo e revisitar às lembranças. Elas surgem do pó, de um desenho com pó, que assim como as imagens não são completos, apenas apontam, sugerem. Em desenhos que trazem a experiência do gesto, como um diário em contato com o cotidiano do lar.
São memórias minhas, mas que convidam o visitante da instalação a experimentar seu próprio arquivo esquecido. O trabalho é um convite para lembrar, um convite para olhar com cuidado para o seu próprio cotidiano e perceber nele a presença de uma individualidade, de uma personalidade em um tempo marcado pela massificação. Um convite à desaceleração, quebrar a instantaneidade e encontrar quem sabe a cura para nossa atual tendência à amnésia.
Formado em artes plásticas pela Faculdade Santa Marcelina, São Paulo, estuda com artistas da chamada “Geração 80” como Leda Catunda e Sergio Romagnolo de 2003 a 2006. Começa a trabalhar com pequenos objetos do cotidiano na gravura e no desenho. Nas aulas dos artistas que o iniciam no campo da escultura como Arthur Lecher, Raquel Garbelotti e Rosana Mariotto, passa a experimentar a tridimensionalidade de seus poucos pertences de religioso como suas vestes, seus sapatos e alguns eletrodomésticos, através do molde e fundição destes em materiais diversos como a resina de poliéster, o gesso, o cimente e o látex (borracha). Apresenta posteriormente em sua exposição de conclusão do bacharelado em Artes Visuais no Centro Cultural São Paulo em 2006, uma série de objetos de látex arrumados em seu armário, objeto também moldado em látex, construído a partir do armário original presente em sua cela no convento.
Possui um trabalho paralelo entre escultura e vídeo performance. No trabalho de Rodrigo essa relação não é limitada pelas questões da linguagem. Ele exercita a ambigüidade como conceito em trabalhos que vão das linguagens mais tradicionais como a gravura às linguagens mais contemporâneas como a videoarte. Foi selecionado para participar do 16º Festival de Arte Eletrônica Videobrasil em São Paulo que acontecerá em outubro. Sua principal obra foi adquirida recentemente pela Casa do Olhar em Santo André - SP, fazendo parte do acervo desta instituição. Reside atualmente em Belo Horizonte onde atua como artista da Celma Albuquerque Galeria.